A transformação da saúde avança em diferentes frentes. Inteligência Artificial, automação, interoperabilidade, modernização de sistemas e novas formas de utilizar dados ampliam as possibilidades para hospitais e instituições que buscam operações mais eficientes, integradas e preparadas para responder a um ambiente cada vez mais complexo. Mas, à medida que novas tecnologias ganham espaço, uma questão se torna igualmente importante: o que precisa existir na operação para que essa inovação consiga se sustentar ao longo do tempo?
É a partir dessa discussão que a Join4 estará presente no 4º Simpósio de Tecnologia e ESG do Hospital Amaral Carvalho, realizado nos dias 19 e 20 de agosto, em Jaú (SP). O encontro reúne profissionais e lideranças que vivem, na prática, os desafios de inovação, gestão e sustentabilidade no setor, criando um ambiente para discutir não apenas novas tendências, mas como essas transformações já estão sendo incorporadas à realidade das instituições de saúde.
A nossa participação acontece em parceria com a HexaIT e inclui também um momento dedicado à troca de experiências sobre tecnologia e transformação operacional. No dia 19, Diego Lira Dell Amo, da Rede Santa Catarina, participa do bloco “Novidades em tecnologia e sustentabilidade direcionadas ao setor de saúde”.
Uma experiência construída dentro da saúde
A presença de Diego amplia a discussão a partir da experiência de quem acompanha há mais de duas décadas a evolução tecnológica do setor. São 28 anos de atuação em Tecnologia da Informação, sendo 22 dedicados à saúde, em uma trajetória que passa por liderança de equipes, gestão de projetos, análise de negócios, dados, desenvolvimento, automação e interoperabilidade de sistemas hospitalares.
Ao longo da carreira, participou de projetos envolvendo sistemas hospitalares, prontuários eletrônicos, soluções laboratoriais e plataformas de gestão. Essa experiência ganha ainda mais relevância pelo contexto em que está inserida. Com mais de 125 anos de atuação no Brasil, a Rede Santa Catarina reúne atualmente 21 entidades nas áreas de Saúde, Educação e Assistência Social, presente em sete estados brasileiros e com cerca de 13 mil colaboradores. Em uma estrutura dessa dimensão, evolução tecnológica não acontece de maneira isolada: ela precisa acompanhar mudanças organizacionais, crescimento, integração de unidades, amadurecimento dos processos e novas demandas da operação.
Inovação que se sustenta
É justamente essa perspectiva que orientará a participação da Join4 no evento. Sob o conceito “Inovação que se sustenta: processos, tecnologia e transformação na saúde”, a discussão parte de uma ideia essencial: inovação não pode ser medida apenas pela quantidade de novas tecnologias incorporadas à operação.
Inteligência Artificial, RPA, BPM, integrações e outras tecnologias têm potencial para transformar profundamente a forma como as instituições trabalham. No entanto, quando aplicadas sobre processos fragmentados, pouco claros ou construídos a partir de etapas que já não fazem sentido, podem apenas digitalizar ineficiências existentes.
Por isso, a transformação precisa começar pela compreensão da operação. É necessário questionar como os processos acontecem, onde estão os gargalos, quais atividades realmente agregam valor e o que precisa ser simplificado antes de definir qual tecnologia será utilizada.
Essa visão também orienta a atuação da Join4. Em projetos voltados à saúde, a tecnologia é incorporada como parte de uma jornada maior de transformação, combinando estruturação de processos, digitalização, automação, integração e inteligência. Nós defendemos que compreender o processo antes de escolher a ferramenta, reduz o risco de automatizar falhas em vez de gerar melhoria real.
Da discussão à aplicação prática
Quando processos e tecnologia evoluem de forma integrada, a inovação deixa de ocupar apenas o campo das tendências e começa a resolver problemas concretos.
Essa lógica já aparece em iniciativas desenvolvidas na Rede Santa Catarina, como a aplicação de Inteligência Artificial no atendimento de Departamento Pessoal e a construção de uma jornada de admissão digital com hiperautomação.
Na admissão, diferentes tecnologias trabalham de forma conectada ao longo do processo. A jornada contempla etapas automatizadas, análise e validação de documentos com apoio de agente de IA, validações junto a órgãos e conselhos profissionais, integração com o sistema de gestão de pessoas e abertura automática de solicitações para os acessos necessários a sistemas e catracas, conforme o perfil do profissional admitido.
O diferencial não está em utilizar uma tecnologia específica em uma etapa. Mas na capacidade de olhar para a jornada como um todo e definir como processos, automações, integrações e inteligência podem trabalhar juntos para reduzir rupturas, dependências manuais e retrabalho.
O futuro da saúde também depende da forma como organizamos o presente
O setor de saúde continuará incorporando novas tecnologias em velocidade crescente. A Inteligência Artificial amplia possibilidades, sistemas se tornam mais conectados e os dados passam a ocupar um espaço cada vez mais importante na gestão. O desafio das instituições, entretanto, não será apenas acompanhar essa evolução, mas construir operações capazes de absorvê-la.
Isso exige pessoas preparadas para mudanças, processos compreendidos e estruturados, dados confiáveis e tecnologia aplicada a problemas que realmente precisam ser resolvidos. É dessa combinação que nasce uma inovação capaz de gerar eficiência, governança, integração e qualidade sem se tornar apenas mais uma camada de complexidade para a operação.
É essa conversa que a Join4 levará ao 4º Simpósio de Tecnologia e ESG do Hospital Amaral Carvalho, ao lado de profissionais que estão construindo, na prática, novos caminhos para a saúde.
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