Por Murilo Dias
Semana passada participei do Innovation Conference São Paulo, evento que reuniu lideranças e executivos para discutir um tema que está no centro das grandes operações: como escalar eficiência com Inteligência Artificial, automação, controle e excelência no atendimento.
A Join4 esteve presente como patrocinadora, em mais uma agenda estratégica dentro do ecossistema de tecnologia, inovação e transformação operacional. Depois da nossa participação na edição de Recife, estar em São Paulo reforçou algo que temos visto com cada vez mais clareza: o mercado está amadurecendo a conversa sobre tecnologia.
Durante muito tempo, falar de automação ou IA parecia suficiente. Hoje, a discussão mudou de patamar. A pergunta deixou de ser apenas “qual tecnologia implementar?” e passou a ser “qual estrutura sustenta essa tecnologia para que ela gere resultado real?”.
Essa é uma provocação que temos feito constantemente na Join4. A tecnologia avança em uma velocidade impressionante, mas ela não substitui a necessidade de processos bem desenhados, pessoas preparadas e governança clara. Pelo contrário: quanto mais sofisticada a tecnologia, maior precisa ser a maturidade da operação que a recebe.
Foi exatamente essa linha que apareceu nas conversas que tive com meu sócio fundador, Roberto Mancuzo, diretor financeiro e de operações da Join4, o ponto mais relevante das trocas foi perceber que o mercado começa a reconhecer uma defesa que a empresa faz há muito tempo: governança antes da tecnologia.
A provocação ganha ainda mais força quando olhamos para os movimentos recentes do mercado. Segundo previsão divulgada pela Gartner, mais de 40% dos projetos de IA agêntica devem ser cancelados até o fim de 2027, impulsionados por fatores como custos crescentes, valor de negócio pouco claro e controles de risco inadequados. Para Mancuzo, esse dado reforça uma realidade que já aparece no dia a dia das empresas: não basta implementar agentes, automações ou novas ferramentas sem uma base sólida por trás.
“A grande provocação é como trazer estrutura de processo como alicerce antes da implementação da tecnologia. Isso tem sido cada vez mais reconhecido nas conversas com executivos”, afirmou Mancuzo durante o evento.
Esse olhar também esteve presente nas conversas que tive com a nossa head comercial, Aline Ferreira. Em meio a tantas discussões sobre Inteligência Artificial, ela chamou atenção para uma ordem que não pode ser invertida: pessoas, processos e tecnologia.
Durante o evento, Aline conversou com executivos de tecnologia e ouviu uma confirmação importante: esse tripé também está presente na agenda de grandes companhias. “Muito tem se falado sobre Inteligência Artificial. Mas antes mesmo de implementar IA, precisamos olhar para pessoas, processos e, então, tecnologia”, reforçou.
Essa percepção ajuda a explicar por que a metodologia da Join4 tem encontrado aderência no mercado. Como observado pelo executivo André Menelau, a participação no Innovation Conference confirma que empresas de diferentes setores estão buscando uma abordagem mais estruturada para transformar suas operações.
André lembrou que esta foi a segunda participação da Join4 em eventos da série Innovation, após a edição de Recife, e que a agenda seguirá em Belo Horizonte, em agosto. Para ele, a intenção é justamente ampliar essa discussão sobre a importância de olhar para os processos antes de partir para a tecnologia. “O mercado tem gostado bastante dessa metodologia da Join4: olhar processos antes mesmo de partir para a tecnologia”, destacou.
Esse alinhamento entre o que defendemos e o que o mercado começa a priorizar é relevante. Não porque valida um discurso, mas porque mostra que as empresas estão percebendo os riscos de uma transformação baseada apenas em ferramenta.
Automação e IA têm um potencial enorme. Mas, sem clareza operacional, podem apenas acelerar problemas já existentes. Uma atividade mal desenhada, quando automatizada, continua sendo uma atividade mal desenhada. Um dado desorganizado, quando levado para uma IA, continua produzindo baixa confiabilidade. Um processo sem dono, quando digitalizado, continua sem governança.
É por isso que, na Join4, acreditamos que operações inteligentes não começam na tecnologia. Começam na estrutura.

No Innovation Conference São Paulo, tivemos a oportunidade de apresentar essa visão ao lado de empresas e lideranças que estão enfrentando desafios reais de escala, eficiência e controle. Também levamos para o evento uma experiência prática de transformação operacional construída com um dos nossos clientes, mostrando como tecnologia, quando conectada a processos e pessoas, pode apoiar jornadas mais consistentes de evolução.
Mais do que um encontro sobre IA e automação, o evento foi uma oportunidade de observar para onde o mercado está caminhando. E a direção parece cada vez mais clara: as empresas querem inovar, mas precisam fazer isso com segurança, método e resultado.
O futuro das operações será, sem dúvida, mais tecnológico. Mas ele também exigirá mais governança, mais integração, mais clareza de processo e mais responsabilidade na forma como as empresas aplicam automação e Inteligência Artificial.
Esse é o caminho que temos defendido na Join4. Tecnologia como meio. Pessoas como centro. Processos como base. Resultado como consequência.