O papel estratégico do CSC na era da IA

No SSKE 2026, Join4 em parceria com a Lecom, reforçou como estruturação de processos, governança e hiperautomação estão transformando o papel estratégico do CSC na era da IA

Por Aline Ferreira

A participação da Join4 e Lecom no SSKE 2026 reforçou uma percepção cada vez mais presente no mercado: os Centros de Serviços Compartilhados deixaram de ser apenas estruturas operacionais e passaram a ocupar um papel estratégico dentro da transformação das empresas. 

O evento promovido pelo IEG, em maio, reuniu executivos, especialistas e lideranças para discutir os caminhos da eficiência operacional, da automação, da Inteligência Artificial e da evolução dos CSCs diante de um cenário cada vez mais orientado por dados, integração e governança. 

Para a Join4, a presença no evento reforçou um posicionamento que vem sendo consolidado nos últimos anos: tecnologia sozinha não transforma operações. O resultado acontece quando processos, pessoas, governança e automação evoluem de forma integrada. 

Ao lado da Lecom, parceira estratégica de tecnologia, a Join4 esteve presente como patrocinadora VIP Premium, promovendo relacionamento com executivos, apresentando sua visão sobre arquitetura operacional e participando do painel: 

“Âncora ou Motor? O Papel do CSC, integrado à TI e Cybersecurity, na Era da IA” 

O debate contou com a participação de Roberto Mancuzo, sócio-fundador e diretor de Operações e Financeiro da Join4, Sérgio Morseli, gerente de projetos, e Yleine Garufe, Executiva de Inovação, Inteligência Artificial, Ciência de Dados e Cibersegurança na Embraer. 

O CSC deixou de ser apenas suporte, agora ele participa da transformação. Ao longo das conversas, pude observar que os CSCs estão vivendo momentos diferentes de maturidade. Enquanto algumas empresas ainda estruturam processos e organizam suas operações, outras já avançaram em automação e agora buscam mais integração, inteligência e governança para escalar com segurança. 

Roberto comentou que essa transformação acontece porque o CSC passou a ocupar uma posição estratégica dentro das empresas. 

“O SSKE mostrou que os CSCs vivem momentos muito diferentes de maturidade, mas compartilham uma mesma prioridade: evoluir com mais eficiência, governança e inteligência.” 

Na visão da Join4, o CSC moderno deixa de atuar apenas como central operacional e passa a exercer um papel de conexão entre áreas, processos, tecnologia e dados. 

Essa mudança exige estruturas mais organizadas, fluxos integrados e capacidade de gerar visibilidade operacional. O papel estratégico do CSC na era da IA

Um dos temas mais discutidos no evento foi o avanço da Inteligência Artificial dentro das operações corporativas. Mas, diferente do discurso superficial que muitas vezes domina o mercado, o debate trouxe uma provocação importante: as empresas estão realmente preparadas para capturar valor da IA? 

Durante o painel, Mancuzo reforçou que o desafio atual não está apenas em adotar novas ferramentas, mas em garantir que a operação esteja estruturada para sustentar essas iniciativas. 

“Se a operação não está bem estruturada, a IA não vai resolver o problema. Ela apenas vai acelerar o dar errado.” 

A discussão reforçou uma percepção que apareceu em diferentes conversas ao longo do evento: grande parte das empresas ainda encontra dificuldade para transformar pilotos de IA em iniciativas escaláveis justamente por problemas relacionados a processos, dados e governança. 

Na visão compartilhada pelos participantes do painel, Inteligência Artificial não substitui clareza operacional. Ela depende de regras bem definidas, integração entre áreas, rastreabilidade e qualidade de dados para gerar impacto real. 

A importância da integração entre CSC, TI e Cybersecurity 

Outro ponto central do debate foi a necessidade de aproximar CSC, TI e Cybersecurity dentro de uma mesma agenda estratégica. 

À medida que automação, IA e integração sistêmica avançam nas operações corporativas, cresce também a necessidade de controle, rastreabilidade e segurança das informações. 

Nesse cenário, o CSC passa a assumir um papel ainda mais relevante na sustentação da governança operacional. 

Segundo Sérgio Morseli, os CSCs possuem uma visão privilegiada dos processos ponta a ponta, justamente por transitarem entre diferentes áreas da organização. Isso faz com que se tornem agentes importantes de transformação e conexão dentro das empresas. 

Já Yleine Garufe trouxe uma reflexão importante sobre o momento atual da IA dentro das organizações. Para ela, a tecnologia deixou de ser algo restrito às áreas técnicas e passou a fazer parte da rotina de diferentes departamentos, como RH, Finanças e Backoffice. 

Ao mesmo tempo, destacou que o verdadeiro desafio está em preparar pessoas e operações para utilizar essa tecnologia de forma consciente e orientada a valor. 

A participação da Join4 no SSKE reforçou uma mensagem que vem guiando o posicionamento da empresa: antes de automatizar, é preciso estruturar. 

Esse olhar também explica a sinergia da parceria com a Lecom. Enquanto a Join4 atua na estruturação de processos, arquitetura operacional e evolução dos CSCs, a Lecom entra como plataforma tecnológica para automatizar, integrar, monitorar e escalar operações. 

A combinação entre consultoria especializada e tecnologia foi um dos pontos mais valorizados pelos executivos presentes no evento, especialmente em um momento no qual as empresas buscam parceiros capazes de apoiar jornadas completas de transformação, e não apenas implantações isoladas de ferramenta.

Cases que mostram a evolução dos CSCs na prática 

Ao longo dos últimos anos, a Join4, junto com a Lecom vêm atuando em projetos de estruturação, digitalização e automação de operações complexas. 

Entre os cases apresentados e discutidos durante o evento estão projetos desenvolvidos em organizações como Rede Santa Catarina, Ser Educacional, Atlântica Hospitality International e Grupo Hermes Pardini. 

Os resultados envolvem ganhos de eficiência, aumento de SLA, redução de retrabalho, padronização operacional, digitalização de jornadas e criação de estruturas mais escaláveis e orientadas a dados. 

Mais do que automatizar tarefas pontuais, esses projetos mostram como processos bem estruturados permitem transformar o CSC em uma plataforma de geração de valor para o negócio. 

O SSKE 2026 reforçou uma percepção que tenho faz algum tempo para o mercado: o futuro dos CSCs não será definido apenas pela adoção de novas tecnologias. O diferencial estará na capacidade das empresas de conectar processos, pessoas, dados, segurança e automação dentro de uma mesma estratégia operacional. 

E é neste contexto que a IA surge como aceleradora. Mas a base continua sendo estrutura, governança e clareza de processo. 

A Join4 vem consolidando sua atuação nesse espaço, ajudando empresas a transformar operações complexas em estruturas mais previsíveis, integradas e preparadas para escalar com consistência. 

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